sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

3- Transformadores Elétricos



CONCEITO

O transformador é um aparelho estático que transporta energia elétrica, por indução eletromagnética, do primário (entrada) para o secundário (saída). Os valores da tensão e da corrente são alterados, porém, a potência, no caso do transformador ideal1, e a frequência se mantêm inalterados.

COMPONENTES CONSTRUTIVOS

Os transformadores são constituídos, basicamente, de uma parte ativa e de acessórios complementares.

1 Parte ativa
Compreende as bobinas (enrolamentos do primário e do secundário) e o núcleo ferromagnético. Para que haja um funcionamento eficaz, é necessário que seus componentes sejam prensados e devidamente calçados, a fim de suportarem as mais diferentes condições ambientais a que são submetidos.
Os enrolamentos são constituídos de fios de cobre, de seção retangular ou circular, isolados com esmalte ou papel. Os enrolamentos de BT e AT (Figura 1.3) normalmente são concêntricos, onde a BT ocupa a parte interna e a AT a parte externa, sendo estes fracionados em bobinas de menor número de espiras, chamadas “panquecas”, por motivo de isolação, facilidade de manutenção e retirada das derivações para
conexão ao comutador.


2.Acessórios complementares

a) Tanque
Mostrado na Figura 1.4, serve de invólucro da parte ativa e do líquido isolante. Nele encontramos os suportes para fixação em postes, ganchos e olhais de suspensão, tampa de inspeção, conector de aterramento, fios de passagem das buchas, placa de identificação, radiadores, dispositivos de drenagem e amostragem do líquido isolante, visor de nível do óleo, etc.

b) Buchas
São dispositivos que permitem a passagem dos condutores constituintes dos enrolamentos para o meio externo (redes elétricas), são constituídos de corpo isolante (porcelana), condutor passante (cobre ou latão), terminal (bronze ou latão) e vedações (borracha e papelão).

    1. tanque de um transformador.




Fio Neutro e fase: O Fio neutro, possui uma carga inferior que o Fio Fase, e como os Disjuntores, ou os antigos fusíveis, são dimensionados para determinadas resistencias máximas, o Fio Neutro, nunca faria uma chave de controle de energia cair, por isso que é utilizado o Fio Fase nos Disjuntores.

4- Voltagem de pico e Voltagem eficaz

Voltagem e tensão é a mesma coisa!

Vamos supor que quer ligar uma lâmpada de 12V a uma bateria ou a uma pilha que, obviamente terá de ser de 12V também. As baterias e as pilhas debitam tensões e correntes contínuas, (AC), isto é, a tensão na lâmpada é a qualquer momento sempre de 12V.

Agora se fossemos alimentar a mesma lâmpada, com um transformador de 12V, ela daria uma luz mais fraca do que alimentada pela bateria, isto porque o transformador debita tensão alterna, (AC), ou seja, é uma tensão que não é constante, ela cresce a partir de 0 e passa por todos os valores positivos até atingir os 12V, depois começa a decrescer até chegar novamente a 0, e dai vai subir e passar por todos os valores negativos até aos 12V negativos.


E uma tensão que sobe e desce a uma frequência de 50 vezes por segundo, (50Hz) no caso europeu e (60Hz) nalguns outros países.
Assim sendo, a tensão só atinge 12V duas vezes em cada ciclo, o resto do tempo é sempre inferior aos 12V, por isso a lâmpada desenvolve menos potencia do que ligada a uma bateria.
Para que a lâmpada desenvolva a mesma potencia com tensão alterna, do que desenvolveria com tensão continua, teve de se subir um pouco a tensão alterna até ela desenvolver a mesma potencia que a tensão contínua.

A tensão eficaz é uma tensão alterna que desenvolve a mesma potencia que uma tensão contínua.
Quando medimos a tensão nas tomadas das nossas casas, estamos a medir a tensão eficaz, o voltímetro indica 220V porque está preparado para medir essa tensão, porque na realidade a tensão de pico (que é a real) é maior.
Para saber qual é a tensão de pico, conhecendo a tensão eficaz, basta multiplicar a tensão eficaz por 1,41.
Se souber o valor da tensão de pico e quiser saber o valor da tensão eficaz, basta dividir a tensão de pico por 1,41.

5- Efeito Joule

O Efeito Joule

Quando um condutor é aquecido ao ser percorrido por uma corrente elétrica, ocorre uma transformação de Energia Elétrica em Energia Térmica. Este fenômeno é conhecido como Efeito Joule, em homenagem ao Físico Britânico James Prescott Joule(1818-1889).
James Prescott Joule
Esse fenômeno ocorre devido o encontro dos elétrons da corrente elétrica com as partículas do condutor. Os elétrons sofrem colisões com átomos do condutor, parte da energia cinética (energia de movimento) do elétron é transferida para o átomo aumentando seu estado de agitação, consequentemente sua temperatura. Assim, a energia elétrica é transformada em energia térmica (calor).
A descoberta da relação entre eletricidade e calor trouxe ao homem vários benefícios. Muitos aparelhos que utilizamos no nosso dia-a-dia têm seus funcionamentos baseados no Efeito Joule, alguns exemplos são:
Lâmpada: um filamento de tungstênio no interior da lâmpada é aquecido com a passagem da corrente elétrica tornando-se incandescente, emitindo luz.
Chuveiro: Um resistor aquece por Efeito Joule a água que o envolve.
São vários os aparelhos que possuem resistores e trabalham por Efeito Joule, como por exemplo, o secador de cabelo, o ferro elétrico e a torradeira.
Outra aplicação que utiliza esta teoria é a proteção de circuitos elétricos por fusíveis. Os fusíveis são dispositivos que têm com objetivo proteger circuitos elétricos de possíveis incêndios, explosões e outros acidentes. O fusível é percorrido pela corrente elétrica do circuito. Caso esta corrente tenha uma intensidade muito alta, a ponto de danificar o circuito, o calor gerado por ela derrete o filamento do fusível interrompendo o fornecimento de energia, protegendo o circuito.


Esta figura, mostra um resistor de chuveiro. O funcionamento desse aparelho ocorre de forma bem simples. O chuveiro é composto de dois resistores, que é um fio espiralado feito de metais que possibilitam um aquecimento rápido e prático , um de alta potência e outro de baixa potência de aquecimento, e um diafragma de borracha. Os resistores ficam fixados no interior do chuveiro. Para selecionar o tipo de banho que se deseja tomar, existe na sua parte exterior uma chave seletora que é capaz de mudar o tipo de resistência, aumentando ou diminuindo a potência do chuveiro e, consequentemente, a temperatura do banho.

A água ao circular pelo chuveiro pressiona o diafragma de borracha, este por sua vez aproxima os
contatos da resistência aos contatos energizados, situados no cabeçote do aparelho. Assim, a água ao passar pelos terminais do resistor quente se aquece, tornando o banho bem quentinho e agradável.

Resistência elétrica é a capacidade de um corpo de se opor à passagem da energia elétrica. O cálculo do mesmo é feito a partir da Lei de Ohm e sua unidade no SI (Sistema Internacional de Unidades) é o ohm (Ω).


Resistor 

6- Efeito Corona

O efeito Corona é também conhecido como fogo de Santelmo. O efeito corona é um fenômeno relativamente comum em linhas de transmissão com sobrecarga. Devido ao campo elétrico muito intenso nas vizinhanças dos condutores, as partículas de ar que os envolvem tornam-se ionizadas e, como consequência, emitem luz quando da recombinação dos íons e dos elétrons.
Descargas elétricas em gases são geralmente iniciadas por um campo elétrico que acelera elétrons livres aí existentes. Quando esses elétrons adquirem energia suficiente do campo elétrico, podem produzir novos elétrons por choque com outros átomos. É o processo de ionização por impacto. Durante a sua aceleração no campo elétrico, cada elétron livre colide com átomos de oxigênio, nitrogênio e outros gases presentes, perdendo, nessa colisão, parte de sua energia cinética. Ocasionalmente um elétron pode atingir um átomo com força suficiente, de forma a excita-lo. Nessas condições, o átomo atingido passa a um estado de energia mais elevado. O estado orbital de um ou mais elétrons muda e o elétron que colidiu com o átomo perde parte de sua energia, para criar esse estado. Posteriormente, o átomo atingido pode reverter ao seu estado inicial, liberando o excesso de energia em forma de calor, luz, energia acústica e radiações eletromagnéticas. Um elétron pode igualmente colidir com um íon positivo, convertendo-o em átomo neutro. Esse processo, denominado recombinação, também libera excesso de energia.
Toda a energia liberada ou irradiada deve provir do campo elétrico da linha, portanto, do sistema alimentador, para o qual representa perda de energia, por conseguinte, prejuízo. Essas perdas e suas conseqüências econômicas tem sido objeto de pesquisas e estudos há mais de meio século, não obstante, só recentemente se alcançaram meios que permitem determinar, com razoável segurança, qual o desempenho que se poderá esperar para as diversas soluções possíveis para uma linha de transmissão, no que diz respeito a essas perdas. De um modo geral, elas se relacionam com a geometria dos condutores, tensões de operação, gradientes de potencial nas superfícies dos condutores e, principalmente, com as condições meteorológicas locais. Constatou-se, por exemplo, que as perdas por corona em linhas em tensões extra-elevadas podem variar de alguns quilowatts por quilômetro até algumas centenas de quilowatts por quilometro, sob condições adversas de chuva ou garoa. As perdas médias podem constituir apenas pequenas partes das perdas por efeito joule, porém as perdas máximas podem ter influencia significante nas demandas dos sistemas, pois a capacidade geradora para atender a essa demanda adicional deverá ser prevista ou a diferença de energia importada.

7- Projeto, Construção e manutenção das linhas de transmissão

DEFINIÇÃO.

Linha de transmissão é um circuito elétrico que interliga diferentes tipos de subestações (elevadora, abaixadora, de transmissão), cujo objetivo é o transporte da energia elétrica.
Para se caracterizar esse transporte de energia elétrica como linha de transmissão, a tensão da linha deve ser superior a 138kV. Abaixo desses valores, temos linhas de subtransmissão e distribuição.

 FUNÇÃO

As bases do sistema elétrico são as geradoras e os consumidores da energia. Na maioria dos casos, a geração ocorre a uma distancia grande do centro consumidor. Para interligar a geração com o centro consumido, são utilizadas as linhas de transmissão, e, para evitar perdas dessa energia durante o trajeto, ela deve ser transportada em tensões elevadas.
Portanto, a linha de transmissão tem a função de transportar a energia elétrica gerada nas usinas geradoras até o centro consumidor, em uma tensão elevada, de modo a evitar maiores perdas.

APLICAÇÕES

Como foi visto anteriormente, a linha de transmissão transporta a energia elétrica das usinas geradoras até o centro consumidor, mas com uma tensão elevada. Para obtermos essa tensão elevada, são utilizadas subestações elevadoras, que, próximas às usinas, elevam a tensão gerada, e subestações abaixadoras, que, próximas aos centros consumidores, abaixam a tensão transportada para ela ser utilizada. Além dessas existem outros tipos de subestações no caminho da linha de transmissão.
As linhas de transmissão são utilizadas, basicamente, entre as subestações elevadora e abaixadora. A figura 4.1 é uma representação desse local onde a linha é utilizada. Já nas figuras 4.2 e 4.3, temos imagens da entrada das linhas de transmissão em subestações.
.1 Representação do sistema elétrico, com a linha de transmissão destacada.
.2 Entrada da linha de transmissão em uma subestação.
.3 Entrada da linha de transmissão em uma subestação.
Alguns autores consideram uma aplicação da linha de transmissão o transporte de energia elétrica em tensões de 69kV e 138kV para consumidores especiais, mas nesse trabalho, esse nível de tensão, como será visto posteriormente, é considerado subtransmissão.

CONSTITUIÇÃO

1 CABOS CONDUTORES
São considerados os elementos ativos das linhas de transmissão, são dimensionados para transportar uma potência compatível com a sua capacidade térmica. Os condutores devem apresentar alta condutibilidade elétrica, baixo custo, boa resistência mecânica, baixo peso específico e elevada resistência a oxidação.
Os cabos condutores são formados de várias comandas de fios encordoados. São utilizados como materiais o alumínio (AAC), alumínio-liga (AACC) - alumínio com alma de aço (ACSR).

2 ATERRAMENTO
O aterramento é geralmente feito por cabos de cobre e/ou aço cobreado, tem a função de descarregar as tensões excedentes para a terra.

3 FUNDAÇÕES
As fundações servem de base para as estruturas, o tipo adotado depende das características do solo, podendo ser do tipo grelha (estrutura de aço enterrada) ou em concreto.

4 ISOLADORES
Os isoladores são instalados em conjunto denominado de cadeias de isoladores, e servem juntamente com as ferragens, para fixar os condutores nas estruturas, mantendo-se o isolamento necessário entre eles. Em geral os isoladores são discos de vidro ou porcelana e poliméricos, as ferragens são dimensionadas para suportarem as cargas mecânicas transmitidas pelos cabos condutores e as solicitações elétricas pelas sobretensões que ocorrem numa linha de transmissão.

5 PÁRA-RAIOS
Os pára-raios mais utilizados para linhas de transmissão são do tipo Óxido de Zinco (ZnO) sem centelhadores, sua função é evitar que as sobretensões causadas pelas descargas elétrica provenientes de raios cause um arco entre a linha e a estrutura da torre.

6 ESFERAS DE SINALIZAÇÃO
As esferas são geralmente laranja e constituídas feitas em resina polimérica reforçada com fibra de vidro. São colocadas com um espaçamento pré-determinado nas LTs com o intuito de sinalizar a presença dos cabos, evitando acidentes por aeronaves ou outros deslocamentos sobre a área de ação do cabo. Pesa aproximadamente 4,6 kg e é fixada por flanges que associadas ao elemento pré-formado garantem uma proteção efetiva à linha.
Não requerem manutenção, não se deslocam, não giram, não ocorre atrito com o cabo nem causam eletrólise ou ressonância harmônica na vibração.

7 ESTRUTURAS OU SUPORTE
As estruturas de uma linha de transmissão servem de suporte para os cabos condutores e pára-raios, são dimensionados para manterem os cabos condutores com distâncias elétricas das partes aterradas compatíveis com nível de tensão, além de suportarem mecanicamente os esforços transmitidos pelos cabos. São utilizadas estruturas em concreto, metálicas com perfis de aço galvanizado ou em postes de aço.
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 FUNCIONAMENTO

O funcionamento de uma linha de transmissão é baseado no fato de que quanto maior a tensão menor serão as perdas ao longo do trajeto, perdas com aquecimento, causado pela sua resistência interna, e perdas eletromagnéticas causadas pela sua indutância própria.
Após sair da geração a linha de transmissão segue para a subestação de transmissão aonde seu potencial é elevado. Quanto maior a distância entre os pontos extremos das linhas de transmissão, maior deverá ser a tensão, sendo menores as perdas.
Estudos atuais visam o melhoramento dos cabos condutores, para que esse aumento de tensão não seja necessário, pois com um cabo mais eficiente (aquele em que existem menos perdas), a tensão exigida pode ser menor. Essas são as pesquisas dos supercondutores.

 MANUTENÇÃO

As linhas de transmissão são o elo entre a geração e o consumo da energia elétrica. Com isso, é um enorme problema para as concessionárias de energia elétrica se algum problema ocorrer com essas linhas, pois o centro consumidor ficará sem energia, e muitos poderão ocorrer. Por essa razão, a manutenção é algo tão importante nesse equipamento, principalmente a manutenção preventiva, que evita a ocorrência de falhas e acidentes.
Inúmeros autores são unânimes quanto à importância de fazer a manutenção em qualquer equipamento. Abaixo, temos uma lista de alguns benefícios que ela pode proporcionar.
Segurança melhorada: instalações bem mantidas tendem a apresentar um menor desvio do comportamento previsto e a proporcionar menores riscos ao pessoal;
Confiabilidade aumentada: menos tempo perdido com consertos e menores gastos com possíveis interrupções da produção;
Maior qualidade: representada pelo melhor desempenho dos equipamentos que se comportam segundo um padrão determinado, de modo a não comprometer a qualidade dos produtos ou serviços;
Tempo de vida mais longo: os cuidados direcionados aos equipamentos permitem uma redução de problemas de operação, desgastes, deterioração e outros que podem reduzir o tempo de vida das instalações;
Custos de operação mais baixos: instalações que recebem manutenção regularmente funcionam de forma mais eficiente.
A atividade de manutenção em linhas de transmissão é regulamentada pela ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico). Para um melhor desempenho do sistema elétrico nacional foram criados os Procedimentos de Rede referentes ao Acompanhamento da Manutenção dos Sistemas Elétricos . Eles têm como objetivo padronizar a operação, de modo a proporcionar um serviço de fornecimento de energia elétrica nos níveis e padrões de qualidade e confiabilidade requeridos pelos consumidores e aprovados pela ANEEL.
O trabalho de manutenção das linhas de transmissão é realizado em três dos seus componentes.

1 MANUTENÇÃO DO TERRENO ONDE ESTÁ INSTALADO A TORRE

Essa manutenção é importante para evitar a interferência da vegetação local no bom funcionamento da linha de transmissão e para que os acessos à torre estejam em condições que permitam o transito dos veículos de manutenção que transportam pessoal, ferramentas e instrumentos. Essa manutenção segue normas da ABNT com relação à altura máxima da vegetação abaixo das linhas. Esse serviço deve ser feito, de modo que, além de cortar a vegetação, essa vegetação cortada deve ser retirada do local para evitar incêndios com a vegetação seca.

2 MANUTENÇÃO DA TORRE

A manutenção das torres de transmissão de energia elétrica deve ser feita de modo a conservar a estrutura, evitando acidentes. Ela contempla o aperto ou troca de parafusos, troca de isoladores, substituição de peças corroídas e retencionamento dos tirantes de aço que sustentam torres instaladas. 

3 MANUTENÇÃO DOS ISOLADORES E CABOS CONDUTORES
Nessa manutenção, são contemplados os isoladores e seus acessórios, os cabos pára-raios, e o correto funcionamento dos cabos condutores. Esta atividade possibilita corrigir defeitos nos isoladores, espaçadores-amortecedores, cabos condutores e demais componentes da linha.



Nesse site, podemos entrar as formas de transmissão elétrica em todas as regiões do Braasil!





Esquema da distribuição de energia


Abaixo consta um projeto da Eletrobrás Furnas, de otimização das linhas de transmissão:


Título Projeto
OTIMIZAÇÃO DE LINHAS DE TRANSMISSÃO NA CLASSE DE 500 KV.
Gerente do ProjetoClaudia Menezes Fernandes de Oliveira
Telefone: 21-2528-2124
Fax: 21-2528-2124
E-mail: cmfo@furnas.com.br
Eletrobras Furnas
Entidade ExecutoraUNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE UFF:
Rua Passos da Pátria 156Niterói -RJ
CEPEL: Avenida Olinda, s/n0,
Adrianópolis Nova Iguaçu - RJ
Custo TotalR$ 854.400,00 (oitocentos e cinqüenta e
quatro mil e quatrocentos reais)
Palavras-chaveOtimização de linhas de transmissão
Confiabilidade de linhas de transmissão
Linhas de transmissão econômicas
Objetivos do projeto
O projeto de pesquisa objetiva identificar soluções minimizando os custos de implantação por FURNAS de suas linhas de transmissão nas classes de 500 kV, bem como maximizando os aspectos de segurança, praticidade de operação e manutenção destas linhas, com redução ao mínimo de impactos ambientais e de interrupção de fornecimento.
Sendo os sistemas de transmissão em 500 kV responsáveis pela transmissão de grandes blocos de potência e pela interligação de regiões com regimes hidrológicos diversos, desempenham, assim, um papel fundamental na confiabilidade do sistema energético brasileiro como um todo. Desta forma, é de grande relevância que os mesmos sejam atualmente concebidos tendo por base resultados de pesquisas de amplo espectro.
A escolha de soluções de concepção para linhas de transmissão, ao mesmo tempo em que requer a consideração de importantes fatores intervenientes como o de impacto ambiental, incluindo-se neste o de poluição visual, não considerados de tanta importância num passado próximo, oferece por outro lado muitas novas possibilidades tecnológicas. Tais possibilidades se bem conhecidas e abordadas em um projeto de pesquisa podem conduzir a soluções extremamente criativas, elegantes e econômicas.
Outro aspecto que passou recentemente, por motivo de alterações na legislação do setor a ter importância primordial nas soluções de linhas de transmissão é o da necessidade imperiosa de continuidade dos serviços. Este aspecto terá um grande peso neste projeto de pesquisa.
A pesquisa será dirigida basicamente para concepção de séries de estruturas, cadeias de isoladores e configurações de feixes de condutores, que resultem em soluções técnicas e ambientais favoráveis e com custos inferiores aos praticados com linhas convencionais. Tais soluções deverão ser adequadas às condições ambientais, de topografia e operacionais de FURNAS. Serão ainda pesquisadas soluções para maximização da eficiência no transporte de energia por estas linhas de transmissão, no que se refere à potência natural, desempenho de aterramento das estruturas a altas freqüências, estruturas e feixes não convencionais, dentre outros aspectos.
Resultados esperados do projeto
  • Metodologia - Desenvolvida uma metodologia para identificar soluções técnico-econômicas para implantação de linhas de transmissão otimizadas na classe de 500 kV.

  • Aplicação desta metodologia ao caso FURNAS com escolha de alternativas e seu cotejamento econômico, bem como com avaliação dos desempenhos mecânicos e elétricos correspondentes.

  • Projeto demonstrativo - O desenvolvimento de um projeto simulado para demonstração de economicidade e desempenho das soluções obtidas, em comparação com as soluções convencionais do caso FURNAS. Neste projeto serão compostos os custos por quilômetro de linha/capacidade de transporte de energia, das alternativas selecionadas, bem como os seus respectivos índices de indisponibilidade.



  • DISPONÍVEL EM: 
    http://www.furnas.com.br/inovacao_ped_0001_17.asp

    QUER SABER MAIS? 
    ENTRE EM: 



    8- Subestações


    Uma subestação  pode ser definida como um conjunto de equipamentos de manobra e/ou transformação e ainda eventualmente de compensação de reativos usado para dirigir o fluxo de energia em sistema de potência e possibilitar a sua diversificação através de rotas alternativas, possuindo dispositivos de proteção capazes de detectar os diferentes tipos de faltas que ocorrem no sistema e de isolar os trechos onde estas faltas correm.
    A classificação de uma subestação pode ser realizada conforme sua função, seu nível de tensão, seu tipo de instalação e sua forma de operação.




    Durante o percurso entre as usinas e as cidades, a eletricidade passa por diversas subestações, onde aparelhos chamados transformadores aumentam ou diminuem a sua tensão. Ao elevar a tensão elétrica no início da transmissão, os transformadores evitam a perda excessiva de energia ao longo do caminho. Já ao rebaixarem a tensão elétrica perto dos centros urbanos, permitem a distribuição da energia por toda a cidade.
    Apesar de mais baixa, a tensão utilizada nas redes de distribuição ainda não está adequada para o consumo residencial imediato. A instalação de transformadores menores, instalados nos postes das ruas para reduzir ainda mais a tensão que vai diretamente para as residências, comércios e outros locais de consumo.
    É importante lembrar que o fornecimento de energia elétrica no Brasil é feito por meio de um grande e complexo sistema de subestações e linhas de transmissão, interligadas às várias usinas de diversas empresas. Assim, uma cidade não recebe energia de uma única usina, e sim com a energia gerada por diversas usinas hidrelétricas, termelétricas e até nucleares, dependendo da região.





    No site: http://www.uff.br/lev/downloads/apostilas/SE.pdf tem um trabalho específico, e bem completo. aproveite!